Powell passa uma rasteira no mercado #nasdaq100 #NVDA
Apenas alguns dias após anunciar a redução da taxa de juros
em 25 pontos base e deixar a porta semiaberta para novos cortes, Powell decidiu
dar meia volta em suas declarações recentes, praticamente fechando a porta com
a frase: “Uma economia sólida permite ao Fed considerar a redução de juros com
cuidado”. Não que ele não tivesse motivos para isso, pois a economia americana
vai bem, obrigado, e a inflação está estagnada ao redor de 2,5%, ligeiramente
acima do objetivo do banco central. Nick Timiraos comentou no Wall Street
Journal:
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que
os sinais recentes de robustez econômica permitem ao banco central tomar seu
tempo para decidir o ritmo de redução das taxas de juros, incluindo a
possibilidade de desacelerar os cortes.
“A economia não está enviando sinais de que precisamos ter
pressa para reduzir as taxas”, disse Powell em uma palestra em Dallas na
quinta-feira. “A força que estamos vendo atualmente na economia nos dá a
capacidade de tomar decisões com cuidado.”
O Fed cortou as taxas de juros nas duas reuniões mais
recentes, começando com uma redução de meio ponto percentual em setembro, em
meio a sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho. Os dirigentes
reduziram a taxa de referência em um quarto de ponto percentual, para uma faixa
entre 4,5% e 4,75%, na reunião da semana passada.
Próximas decisões do Fed
A próxima reunião do Fed está marcada para os dias 17 e 18
de dezembro. Investidores nos mercados futuros de taxas de juros esperam que o banco
central reduza as taxas em mais um quarto de ponto nessa reunião e, em seguida,
diminua o ritmo dos cortes. Os preços nos mercados futuros indicam
aproximadamente 60% de chance de um corte no próximo mês, com duas reduções
adicionais de um quarto de ponto previstas para 2025, segundo o CME Group.
Powell não abordou diretamente a possibilidade de um corte nessa reunião.
Comentário meu: Não apenas as chances de corte para a
próxima reunião foram reduzidas, como também a taxa terminal em 2025 agora
contempla um corte de 50 pontos no próximo ano, levando o Fed Funds muito
próximo de 4%. Isso é bem diferente do que o mercado acreditava há pouco tempo.
O banco central elevou as taxas de juros no ano passado ao nível mais alto em duas décadas para combater a inflação. Agora, os dirigentes buscam aproximar as taxas de um nível “neutro”, que nem estimule nem desacelere o crescimento. Apesar de não saberem exatamente onde está esse ponto, a maioria acredita que ele está abaixo de 4%.
Powell afirmou que o Fed pode considerar desacelerar o ritmo das reduções à medida que se aproximam desse nível. “Ir mais devagar, se os dados indicarem que devemos ir mais devagar, parece a decisão mais sensata”, explicou.
Mercado de trabalho e inflação
Embora a economia esteja se expandindo solidamente, Powell
destacou que o mercado de trabalho ainda está em processo de desaceleração sob
o peso de uma política monetária restritiva. Por enquanto, “parece que estamos
exatamente onde precisamos estar”, disse ele.
A inflação diminuiu significativamente desde meados de 2023,
mas a desaceleração tem sido desigual, especialmente nos últimos dois meses.
Usando o índice preferido do Fed, os preços, excluindo itens voláteis como
alimentos e energia, subiram 2,8% no ano encerrado em outubro, enquanto os
preços gerais provavelmente aumentaram 2,3%. A meta do Fed é uma inflação de 2%
ao longo do tempo.
Comentário meu: O PCE, indicador preferido do Fed, que será
publicado no final de outubro, deverá registrar cerca de 0,3% ao mês na medida
core, segundo projeções da Pantheon Economics. Isso, em termos anualizados,
supera significativamente o objetivo de 2%.
A bolsa reagiu levemente às considerações de Powell. O mais
importante, no entanto, é que o mercado parece interpretar os juros mais
elevados como um reflexo da força econômica, e não da inflação.
Mas o que realmente tira o sono de Powell? O gráfico a
seguir aponta uma intrigante semelhança entre a trajetória da inflação nos anos
70 e a atual. Naquela época, o Fed cedeu às pressões do presidente, demorando
para agir. Com Trump de volta à Casa Branca, será que o Fed resistirá agora?
Análise técnica
No post anterior resposta-obvia comentei sobre a
*Nasdaq100*: “O Nasdaq100 rompeu sua máxima histórica, eliminando, a curto
prazo, a opção de queda — mas não totalmente. Precisa ultrapassar o nível de
21,7 mil. A meta mais provável é 27,7 mil, representando alta de 30%.”
Atualmente, o nível de 21,7 mil não foi ultrapassado, deixando aberta a possibilidade de uma correção “meia chata”. Contudo, movimentos em janelas menores (1 hora) sugerem correção contida nos níveis destacados no retângulo. Se ultrapassar 21.182, o primeiro objetivo seria 23.362.
Já sobre a Nvidia meus comentários foram: “A opção do ‘last kiss’ prevaleceu, e há grandes chances de atingir $246, uma alta de 67%. Se isso se confirmar, pode ganhar o apelido de ‘amorzinho’!”
Assim como a Nasdaq100, a Nvidia precisa manter sua correção contida em níveis do retângulo. Acima de ~U$150, novas altas se tornam possíveis.
Por fim, vale destacar a impressionante “out performance” do mercado americano em relação a outras bolsas globais, consolidada ao longo de anos.
O valor total de mercado das ações americanas representa 2/3 do total global, muito superior à proporção de seu PIB. Isso é reflexo de empresas modernas e rentáveis.
Fique ligado!
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