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Inflação nos EUA: retorno ou inexistente?

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Antes de começar a análise de hoje, gostaria de fazer alguns comentários sobre a reunião do FED realizada ontem. Como era largamente esperado, a autoridade monetária elevou a taxa de juros em 0,25% para 1,5% a.a.  Outro ponto em que o mercado estava interessado era saber se haveria alguma mudança nas projeções dos anos seguintes. O gráfico a seguir, denominado de FED Dot Plot, deixa claro que não há mudanças, para o próximo ano espera-se três aumentos de 0,25%, projetando uma taxa para o final do ano em 2,25% a.a. A professora Yellen já está com tudo pronto para deixar o FED, e ontem foi sua última reunião. Como já foi divulgado, será substituída por Jerome Powell, que ainda será sabatinado pelos senadores. Segundo a opinião dos analistas, o novo chefe deverá ter uma postura semelhante a seu antecessor. Ontem também foi publicado a inflação de novembro do CPI. Embora o índice subiu 0,4% no mês e 2,2% a.a., quando se exclui a gasolina e os alimentos “ core” a alta

O ouro perde o brilho

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Antes do bitcoin ser a coqueluche do momento, o ouro era considerado o porto seguro. Não que não seja mais, afinal tem uma tradição milenar, mas as cryptocurrencies passaram a chamar toda a atenção. Durante 2017 comentei diversas vezes sobre essa nova tendência e tenho o meu veredito sobre o assunto: Trata-se de uma bolha, a maior da história. Toda essa frenesia vem da Ásia, onde a Coreia do Sul ganha destaque. Naquele país a abertura de uma conta tem ágio que varia de 15% a 25%, e vários casos foram reportados de pessoas vendendo seus ativos para dar uma “especuladinha” nesse mercado. Agora o bitcoin está cotado a U$ 16.700. Esse preço não é garantia de nada, com uma volatilidade superior a 100%, tudo é possível. No post de 2019 farei uma comparação com as cotações de hoje, e não tenho a menor ideia de quanto poderá estar valendo: entre U$ 100.000 a U$ 15,00! Como costumo dizer, Let´s the market speak! No post  o-ouro-vai-virar-pó , tinha uma visão que em algum moment

Euro: Caminho incerto

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No post do final de ano critiquei à política monetária adotada pelo ECB, por causa do extenso período que se encontra com juros negativos, além da maciça injeção de liquidez. Neste ano que se encerra, o Continente Europeu caminha para sair da estagnação. A única exceção é a Alemanha que muito pouco sofreu do ponto de vista econômico, porém, politicamente foi pressionada a aceitar as condições impostas pelo banco central europeu, pois claramente não desejava entrar no experimento adotado de política monetária. Do ponto de vista político foi um ano bastante agitado, primeiro o choque do Brexit, algo que não era esperado pela maioria do mercado, depois a eleição bem-sucedida na França que elegeu um desconhecido sem viés radical. Já na Espanha, os Catalães realizaram um plebiscito para se separar da Espanha. Como disse Tony Blair no evento do JP Morgan, “ não esperem que a situação na Europa tenha se normalizado, ainda continua muito dividida com posições radicais de ambos os lados

Real: Sob tensão

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No post de ontem tratei do tema para o próximo ano 2018: Vestibular político . Fiz um breve relato dos principais candidatos que revelaram sua intenção em participar das eleições para presidente. Olhando de hoje, e considerando as pesquisas existentes, as perspectivas não são muito promissoras. Também observei as mudanças no campo eleitoral em função da mídia digital. Os mercados consideram essa indecisão de forma distinta: a bolsa de valores, já faz alguns meses, que se encontra estagnada dentro de um intervalo entre 72.000 e 78.000; o câmbio da mesma forma entre R$ 3,10 – R$ 3,30; e no mercado de títulos, os juros projetados subiram mesmo havendo quedas da taxa SELIC. A maior distorção se encontra nos títulos pré-fixados, as LTNs. Só como exemplo, as taxas embutidas nesses títulos consideram uma elevação da SELIC em 200 pontos para 2018 e depois disso uma média de 11,5% a.a. Recomendo investimento nesse papel, pois existe risco, mais existe muito retorno! Porém, do ponto d

2018: o ano do Vestibular político

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Existe uma grande indefinição sobre quem será eleito presidente do Brasil em 2018. Esse foi o recado que deduzi depois de participar do Brazil Opportunities Conference, organizada pelo JP Morgan, na semana passada. 2018 será a primeira eleição onde o efeito da mídia digital terá sua influencia integral. Os especialistas revelaram estatísticas impressionantes das quais destaco: Nas últimas eleições 1/3 dos eleitores escolheram seu candidato no dia da eleição; hoje em dia é possível criar 2.500 mensagens diferentes que são enviadas aos eleitores de forma eletrônica, contendo a mensagem que cada grupo deseja encontrar em seu candidato; as pesquisas de opinião hoje em dia são de pouca valia, em função da volatilidade dos eleitores na sua escolha. Se um candidato está subindo e outro caindo, mesmo que o primeiro esteja à frente nas pesquisas, e possível que o outro ganhe. A menos de um ano de conhecermos o novo presidente, os candidatos que já se alistaram deixam dúvidas se o B

Quando a lógica não prevalece

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Durante as últimas décadas criou-se uma ideia no mercado que, quando o diferencial de juros entre dois países é elevado, a moeda daquele com maior juro tende a se valorizar em relação ao outro. Naturalmente esse raciocínio é mais efetivo em países desenvolvidos, o G-10. Com o passar do tempo, moedas de países emergentes também ganharam esse status, só não sendo valido quando a sua balança de pagamentos apresentava déficits crescentes. Desde o ano passado, o FED começou sua política de ajuste dos juros enquanto o ECB permanece com taxas negativas. O diferencial entre eles vem subindo conforme se pode verificar a seguir. Seria de se esperar que o dólar se valorizasse em relação ao euro. No post publicado essa semana  o-fiasco-do-dólar , mostrei que aconteceu exatamente ao contrário, o dólar caiu 9% esse ano em relação ao euro. Esse fato tem deixado parte dos analistas perplexos, onde está lógica prevaleceu por tantos anos. O Mosca não se preocupa com esses motivos, se

BCB: Fechado para balanço

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Ontem o banco central brasileiro baixou a taxa SELIC em 0,50% situando-se agora a 7% a.a. Esse movimento era largamente esperado não causando nenhum impacto maior. O que o mercado buscava nas minutas publicadas após a reunião, era saber se ainda existem mais quedas a frente. O que se pode inferir com certeza das minutas é que se houverem novas quedas serão menores que 0,50%, o que sugere pelo menos mais um corte em fevereiro de 0,25%. O gráfico acima não deixa dúvida sobre o que representa uma política econômica desastrosa contra uma outra coerente. É impressionante a inclinação da alta dos juros que ocorreu entre o final de 2012 até 2015. Naturalmente, a queda observada no período que antecedeu a esse período foi artificial, a Dilma mandou baixar os juros por que ela queria. Mas agora se encontram sob comando de profissionais competentes e um governo que mantem atitudes corretas do ponto de vista econômico. O que acontecerá depois de 2018 pouco gente sabe, esse será o