Isso é possível?
Uma das maiores administradoras de fundos dos EUA resolveu
dar um passo audacioso em termos de gestão de recursos, está caminhado para
substituir por robôs o processo de decisão de ativos. O principal motivo que a
levou nessa direção, foi que costumava depender muito de um homem para tomar
muitas de suas principais decisões de investimento
A Pimco abrirá um novo escritório em Austin, para ajudar a
recrutar mais funcionários com experiência em tecnologia que poderiam dispensar
o gestor de carteiras tradicional. A empresa sediada em Newport Beach, na
Califórnia, planeja aumentar sua força de trabalho adicionando cerca de 250
novos funcionários.
Muitos desses novos funcionários serão engenheiros
encarregados de modernizar os sistemas de tecnologia da Pimco, desde as
ferramentas usadas para aproveitar novos bancos de dados de informações até as
plataformas que comercializam títulos eletronicamente. As mudanças visam
aprimorar as ideias de investimento e reduzir os custos.
Os novos investimentos marcam a próxima fase de uma
estratégia iniciada três anos atrás, quando a amarga partida do co-fundador
Bill Gross separou a empresa de sua excessiva dependência de um único
administrador. Depois de pesados saques em seus fundos, ocorridos em sequência a
sua saída, a Pimco já contornou o fluxo de clientes desses principais fundos, e
agora querem ficar à frente no crescimento implacável de fundos negociados em
bolsa e outros investimentos passivos de baixo custo.
Os fundos mútuos da Pimco tiveram ingressos líquidos de U$
33 bilhões em 2017, revertendo um período de quatro anos de retiradas de
clientes. Embora continue a ser um dos maiores investidores do mundo, com cerca
de U$ 1,7 trilhão em ativos, a empresa ainda administra menos do que os U$ 2
trilhões que administrou no auge.
Roman, executivo-chefe da Pimco, está apostando em
investimentos comandados pelo computador, bem como à dívida privada,
acreditando que essas áreas são promissoras sem desviar a empresa do foco
tradicional.
A Companhia planeja lançar uma lista de fundos de
investimento direcionados por algoritmos de negociação, mas muitas outras
iniciativas são projetadas para dar aos gestores de portfólio tradicionais uma
vantagem em encontrar ideias lucrativas de negociação ou redução de custos.
Roman disse que planeja expandir sua atual equipe de análise
no gerenciamento de portfólio, que emprega atualmente cerca de 65 pessoas.
A Pimco planeja desenvolver suas capacidades na negociação
de títulos e outros títulos eletronicamente, em uma tentativa de reduzir os
custos de execução. A empresa também está à procura de novos bancos de dados
que seus gerentes possam usar para ajudar a formar estratégias de investimento,
bem como, planeja adicionar novas ferramentas analíticas.
Finalmente, também está explorando parcerias com
universidades de pesquisa para estudar como gestores de ativos podem aplicar
técnicas de aprendizado de máquina que funcionaram em outras indústrias, incluindo
varejistas.
Esse artigo publicado no Wall Street Journal passa a
impressão que a intenção da Pimco e “melhorar” a gestão feita por seus
funcionários, evitando um mal-estar na empresa. Porém fico com a impressão que
seu projeto é mais arrojado, a de substituir a administração por uma modelagem eletrônica
que está sendo desenvolvida através da experiência adquirida em vários anos.
Isso talvez não seja novidade em termos de robotização, que
está acontecendo em diversas áreas, mas fico curioso nos seus resultados,
especificamente na gestão de recursos. Tenho a tendência de acreditar que, em
algum momento, poderia falhar. Mas será isso uma defesa da classe? Afinal, fiz
parte dessa área de atuação durante minha carreira.
Um gestor “humano”, ao tomar uma decisão de investimento,
leva em consideração inúmeras variáveis, as vezes correlacionadas, as vezes não.
Existe também uma boa dose de intuição. Será possível replicar o racional e
emocional? Você investiria num fundo administrado por um robô? Os fundos
passivos já são geridos dessa forma, assim, não teria problema, mas um hedge
fund não sei não.
No post a-china-não-para, fiz os seguintes comentários
sobre o Ibovespa: ...” O gráfico
apresentado com escala semanal, apresentado a seguir, mostra claramente essa
indefinição. Destaquei em verde o intervalo entre 86.000 e 83.000. A última
barra, corresponde a semana em curso, podendo ultrapassar tanto para cima como
para baixo, quando do termino” ...
Eu acabei traçando dois cenários que denominei: Triangulo da
esperança (1); e Esquerda Unida (2). Caso o leitor queria maiores detalhes,
sugiro revisitar o post acima. Para resumir, no primeiro caso a queda ficaria
contida até no máximo 79.000, enquanto a segunda uma queda mais profunda que
poderia atingir 76.000 ou 73.000.
No gráfico a seguir, frisei o intervalo que, tem contido as
cotações nesses últimos dias entre 83.000 e 86.000, indicando que o mercado
está em dúvida quanto ao rumo da bolsa no curto prazo.
As alternativas explicitadas acima, encontram-se grifadas. Em
verde, caso a bolsa brasileira esteja formando um triangulo, para buscar seu
rompimento mais a frente; ou em rosa, a alternativa Esquerda unida. Me parece que o primeiro caso tem uma chance
um pouco maior, mas nada que pudesse sugerir alguma ação.
O SP500 fechou a 2.639, com alta de 0,18%; o EURUSD a €
1,2160, com queda de 0,57%; o USDBRL a R$ 3,4845, com alta de 0,39%; e o ouro a
U$ 1.321, com queda de 0,64%.
Fique ligado!
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