SexTech: A conta da IA chega antes da sobremesa #nasdaq100 #NVDA
Os números começaram a contrariar a narrativa antes mesmo que o debate público percebesse. Em poucas semanas, o mercado deixou de premiar “IA” como etiqueta e passou a cobrar lastro: receita, margem, custo e retorno sobre o capital investido. Desde o início do ano, o Nasdaq recuou perto de 5% e o grupo das maiores empresas de tecnologia perdeu, em média, mais de 8%. Não é colapso; é reprecificação.
Esse
ajuste aparece com clareza na rotação dentro do Russell 1000. O Deutsche Bank
destaca que equipamentos industriais, energia e semicondutores assumiram a
liderança relativa, enquanto segmentos de software perderam tração. O
investidor está tratando a IA como um ciclo de investimento em infraestrutura —
e não como um selo aplicado a qualquer empresa.
A
leitura é pragmática: no curto prazo, quem vende capacidade computacional,
energia, refrigeração, redes, chips e equipamentos para data centers captura
demanda antes de quem vende “soluções” na ponta.
As
projeções de longo prazo continuam grandes — e, justamente por isso, precisam
de disciplina. A Goldman Sachs, referência recorrente no Mosca, estima que a IA
pode elevar o PIB global em até 15% ao longo do tempo e acrescentar cerca de
1,5 ponto percentual ao crescimento anual de produtividade.
Uma
coluna recente da Bloomberg chama atenção para o caráter narrativo do medo
atual. O pânico sobre empregos tem sido alimentado por histórias virais e
testemunhos, mais do que por dados consolidados.
Mas o
impacto existe — só está sendo distribuído. Ele aparece com mais nitidez no
primeiro degrau da escada profissional. O Deutsche Bank cruzou um índice global
de adoção de IA com a variação do desemprego entre jovens (15–24) em economias
relevantes.
Para
não transformar fotografia em sentença, o mesmo relatório coloca o dado em
perspectiva histórica. O movimento recente ainda parece compatível com um
ambiente de meio de ciclo.
A
estrutura de custos já mudou — e isso entra no valuation. A IA, na prática, é
um programa de investimento em capital e em energia.
Por
isso “software” virou o alvo mais óbvio das dúvidas. Se agentes e copilotos
barateiam tarefas, o poder de precificação de ferramentas tradicionais tende a
ser contestado.
Quando
se combina o mapa setorial com a evidência macro ainda moderada, surge uma
conclusão útil: a IA não tem efeito único. Ela redistribui valor.
No fim
das contas, a sensação é parecida com aquele jantar impecável: pratos bem
executados, serviço eficiente e um salão cheio de promessas. A inteligência
artificial entregou velocidade, narrativa e expectativa — tudo parecia
justificar o entusiasmo. Mas quando a conta chegou, com uma sequência
interminável de zeros à direita, o humor mudou. O custo da infraestrutura, o
tempo necessário para transformar eficiência em lucro e a seletividade
crescente do capital tornaram a sobremesa menos doce do que o mercado
imaginava. A tecnologia continua poderosa, mas o investidor começou a perceber
que, antes de celebrar o banquete, alguém precisa pagar a conta — e ela
raramente vem parcelada em narrativas.
Análise Técnica
No
post“a-IA-se-paga??”fiz os seguintes comentários sobre a Nasdaq 100:
“Durante
a semana existiu uma tentativa de recuperação, mas o índice praticamente voltou
às mínimas atingidas nos últimos dias. O assunto de hoje — a desconfiança sobre
o setor de tecnologia que recai sobre as grandes empresas — torna o quadro mais
vulnerável. Para um cenário de alta, é crucial que o índice reaja nos próximos
dias.”
O
mercado está cauteloso principalmente este fim de semana com a possibilidade de
os EUA atacar o Irã — muito estranho você atacar um país quando está procurando
negociar antes um não ataque. Em relação a Nasdaq 100 nada de muito
significativo aconteceu na última semana, na verdade, a bolsa se encontra num
intervalo destacado com o retângulo amarelo desde outubro do ano passado. Em
algum momento irá romper e enquanto isso ficamos observando.
Em
relação a Nvidia comentei:
“A
Nvidia apresentou um quadro um pouco melhor que a Nasdaq 100 esta semana,
ficando próxima do nível de US$ 194,40, que, se rompido, pode ser positivo.
Importante frisar que essa empresa irá anunciar seus resultados no próximo dia
25.”
A mesma
situação ocorre com a Nvidia nada acontecendo em termos de tendência. Seus
resultados serão apresentados na próxima semana e não precisa ser nenhum
analista para chegar a conclusão que serão ótimos, o que eles querem saber são
as projeções à frente. Fica as mesmas observações em termos de preço que podem
ser observadas no gráfico a seguir.
Eu
fiquei meio cético pois não é o que se observa em vários relatórios publicados.
O conteúdo acima assinala a Goldman Sachs que acrescenta 1,5% a.a. no PIB por
conta da produtividade — não é pouca coisa, ou o gráfico a seguir que segmentou
as empresas que usaram e não usam IA apontando um diferencial expressivo nas
margens.
Só
posso imaginar que a fonte dessa pesquisa, a revista Fortune, está em
decadência há muito tempo, por exemplo, não a uso para nada. Não vou levar em
consideração!
O
S&P 500 fechou a 6.909, com alta de 0,69%; o UDBRL a R$ 5,1755, com queda
de 0,69%; o EURUSD a € 1,1787, com alta de 0,12%; e o ouro a U$ 5.094, com alta de 1,96%.
Fique
ligado!

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