A Nvidia continua Nadando de Braçada #nasdaq100 #NVDA #USDBRL

 


No próximo dia 28, a “Queridinha” do mercado, a Nvidia, divulgará seus resultados financeiros, atraindo os olhares de investidores e analistas para seus números e perspectivas futuras. O Mosca acredita que a companhia manterá margens estratosféricas, já que, na produção de chips para inteligência artificial (IA), nenhum concorrente surgiu à altura. Contudo, o mesmo não se pode dizer dos grandes usuários desses chips – as chamadas “Seis Magníficas”, exceto a Nvidia – que estão em uma competição acirrada para conquistar seus usuários. Nesse cenário, a Apple parece estar em desvantagem, como destacou Dave Lee em recente coluna na Bloomberg, enquanto a Nvidia, por ora, nada de braçada na corrida da IA.

A Nvidia consolidou sua posição como líder indiscutível no mercado de chips para IA sendo a principal fornecedora de ferramentas essenciais para o atual “boom” dessa tecnologia. Conforme detalhado em artigo da Bloomberg, a linha Hopper H100, que será sucedida pela ainda mais potente série Blackwell, é a força motriz por trás do crescimento explosivo da empresa. A Blackwell, segundo a Nvidia, oferece desempenho 2,5 vezes superior ao da Hopper no treinamento de IA, um diferencial crucial para clientes que buscam acelerar o desenvolvimento de suas plataformas. Esse domínio é reforçado pela incapacidade de concorrentes como AMD e Intel de ameaçar sua participação de mercado, que, segundo a IDC, é de 90% no segmento de GPUs para data centers. A AMD, apesar de lançar a linha Instinct MI350 com promessas de desempenho 35 vezes superior à anterior, ainda gera apenas US$5 bilhões anuais com chips para IA, contra mais de US$100 bilhões da Nvidia, evidenciando a distância entre as duas. A Intel, por sua vez, admitiu estar fora do jogo no mercado de IA em nuvem, com projetos como o chip Falcon Shores sendo relegados a testes internos.

A posição da Nvidia, no entanto, não está isenta de desafios. O mercado questiona se gigantes como Microsoft, Google e Amazon conseguirão monetizar seus investimentos massivos em chips de IA. Além disso, a startup chinesa DeepSeek abalou as expectativas ao lançar um modelo de IA, o RI, que alcança desempenho equiparável aos de grandes empresas americanas com menos recursos, causando uma queda de US$589 bilhões na capitalização de mercado da Nvidia em um único dia. Apesar da recuperação, o evento sinaliza que o futuro da IA pode exigir menos chips de alto desempenho, um risco que o Mosca observa com atenção. A Nvidia, por sua vez, argumenta que seus GPUs seguirão essenciais mesmo em cenários de inferência, como o da DeepSeek, que ainda demandam redes de alta performance.

Enquanto isso, a Apple, uma das “Seis Magníficas”, enfrenta dificuldades para se posicionar na corrida da IA. Dave Lee, em sua análise na Bloomberg, aponta que a empresa, historicamente conhecida por sua abordagem fechada, está abrindo seus modelos de IA para desenvolvedores externos, na esperança de que terceiros desenvolvam aplicações inovadoras para o iPhone. Essa decisão, que será anunciada na Worldwide Developers Conference em 9 de junho, reflete a urgência da Apple em superar suas falhas no desenvolvimento interno de IA. Recursos prometidos no último ano, como melhorias na Siri, ainda não foram entregues, e os lançamentos, como resumos de notícias propensos a erros, desapontaram. A parceria com a OpenAI para tarefas complexas já havia sinalizado que a Apple está atrás na corrida, e a abertura de seus modelos on-device para desenvolvedores é mais um reconhecimento dessa posição.

A estratégia da Apple ecoa sua abordagem histórica com o iPhone: abrir o ecossistema para desenvolvedores foi o que transformou o dispositivo em um sucesso global. No entanto, a empresa enfrenta um dilema. Sua postura tradicional de proteção de dados e controle estrito sobre funcionalidades – como limitar o Apple Watch para funcionar melhor com iPhones ou restringir o tap-to-pay ao Apple Wallet – gerou tensões com desenvolvedores, que veem a taxa de 30% sobre vendas de aplicativos como exploratória. Convencê-los a construir benfeitorias de IA que reforcem o ecossistema da Apple exigirá uma mudança de postura necessária para a empresa recuperar terreno.

A dinâmica entre Nvidia e Apple reflete duas realidades opostas na era da IA. De um lado, a Nvidia capitaliza sua liderança tecnológica, nadando de braçada enquanto seus chips definem o ritmo da inovação. De outro, a Apple, mesmo com a vantagem do iPhone como líder de mercado, precisa correr atrás, buscando parcerias e apoio externo para não ficar para trás. O Mosca observa que, para investidores, a Nvidia segue como uma aposta mais segura no curto prazo, mas a Apple, se bem-sucedida em sua nova abordagem, pode surpreender no longo prazo. A corrida da IA está apenas começando, e a audácia de se adaptar a esse novo cenário será crucial para definir os vencedores.

 

Análise Técnica

No post “O Bom Vendedor”, fiz os seguintes comentários sobre o Nasdaq 100: “A bolsa superou esses níveis sem grande resistência e agora se aproxima do objetivo de 22.200 pontos, que, se atingido, superaria a máxima histórica de 22.175. Tudo indica que a tendência de alta está consolidada. Por cautela, aguardarei a confirmação acima dessas marcas para avaliar uma sugestão de trade.”




A bolsa lateralizou sem que o nível mencionado fosse ultrapassado, o que levou o Mosca a aguardar. Nada de muito grave aconteceu com o Nasdaq 100, mesmo com o burburinho sobre a sustentabilidade da dívida americana que dominou os noticiários esta semana. Também não seria desejável que o índice recuasse para a área delimitada pelo retângulo, onde se localizam a média de 200 dias e outro fator técnico. Resta apenas aguardar.




Em relação à Nvidia, comentei: “A ‘Queridinha’ recuperou o atraso nesta semana e avança rumo ao objetivo de US$ 148,83, próximo da máxima histórica de US$ 153,03. Assim como no Nasdaq 100, prefiro aguardar a ultrapassagem dessas marcas para considerar uma posição.”




A mesma observação feita para o Nasdaq 100 aplica-se à Nvidia, mas com um diferencial: o stop loss seria em US$ 114,94, um pouco distante da média de 200 dias, que está destacada em vermelho.




Já mencionei em outros posts como a mídia vem enfatizando a diversificação, sugerindo investimentos em bolsas na Europa e na Ásia e, dentro dos EUA, a migração das grandes empresas para as pequenas, além de outros discursos nesse sentido. O que se poderia esperar do fluxo de recursos para as bolsas?




Ao analisar o gráfico acima, levei um susto e até pensei estar equivocado. No entanto, o que realmente conta nessa equação – o fluxo de recursos – não parece estar dando muita atenção às expectativas e continua direcionando investimentos para as grandes empresas.
Segue a versão revisada do texto com correções de português, ajustes de estilo e sugestões para melhorar a clareza, fluidez e coesão. Mantive o tom original e a essência do conteúdo, mas organizei melhor as ideias e corrigi erros gramaticais e de pontuação. As sugestões de melhoria estão destacadas nos comentários ao final.

No post “chovendo-no-molhado”, fiz a seguinte observação: “Os leitores devem ter notado que não alterei as contagens. A razão é que essa onda 4 vermelha pode se desenrolar de forma diferente. Caso isso ocorra e o dólar caia para a faixa de R$ 5,40...”

Com toda a confusão do governo ontem e o estresse inicial da moeda, acredito que pode haver uma nova tentativa de o dólar atingir o nível de R$ 5,40. Sugiro fazer uma nova operação, considerando o dólar nos níveis atuais de R$ 5,6917, com um stop loss em R$ 5,75, o que representa uma potencial perda de 1% para um ganho estimado de 4%.




— David, você é um crítico ferrenho do governo. Ontem, eles pisaram feio na bola, mostrando que não têm liberdade para implementar quase nada, e mesmo assim você vai apostar a favor? Não te entendo!

Você leu o post de ontem, “Razão, Emoção, Vício”? É uma situação semelhante. Emocionalmente, eu seria levado a comprar dólares, mas, racionalmente, os gráficos apontam uma possibilidade de queda. Escolho seguir a razão. Fique tranquilo, o momento de queda do real vai chegar em algum ponto.




O S&P 500 fechou a 5.802, com queda de 0,67%: o USDBRL a R$ 5,6434, com queda de 1,24%; o EURUSD a € 1,1366, com alta de 0,75%; e o ouro a U$ 3.360, com alta de 2,01%.

Fique ligado!

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